Qual linguagem de programação é mais usada no mercado financeiro?

Atualmente, uma das perguntas mais recorrentes que recebemos é: qual a melhor linguagem de programação ou tecnologia para atuar no mercado financeiro? A resposta, normalmente, é que “depende”. Não existe tecnologia mágica que irá resolver todos os problemas. Cada uma tem seus prós, contras e casos de uso.

Vamos discorrer aqui um pouco sobre algumas das linguagens de programação que usamos na Giant e que são usadas no mercado, compartilhando um pouco da nossa experiência.

 

PYTHON

Considerada uma das linguagens de programação mais utilizadas no mundo – e que segue em ascensão – ela é, hoje em dia, praticamente um sinônimo de ciência de dados, IA e machine learning. Isso se dá por conta de todas as ferramentas e bibliotecas disponíveis, mantidas por uma comunidade ativa de incontáveis colaboradores ao redor do mundo e que facilitam muito o trabalho com estatística e modelagem matemática.

Por ser uma linguagem de propósito geral, ela pode ser usada para diversas aplicações, desde um simples script para efetuar uma análise até um sistema web ou aplicação desktop. Além disso, é uma linguagem de alto nível e de fácil aprendizado, e por isso atrai muitas pessoas de fora do mundo da computação.

Dos pontos negativos do Python, deve ser ressaltado que a performance da linguagem, comparado a seus pares, é inferior. Se a sua aplicação precisa de uma alta performance, ou é sensível à latência, essa pode não ser a melhor opção.

 

JAVA

Java é uma linguagem totalmente orientada a objetos. Ainda muito popular no mercado de trabalho, ela possui a vantagem da interoperabilidade – um código escrito num PC pode ser rodado num celular, por exemplo (WORA: “Write once, run anywhere”). É considerada uma linguagem segura e tende a gerar soluções mais robustas dados os padrões impostos.

É uma linguagem mais performática e com suporte embutido a multithread/concorrência. Se um dos seus requisitos é performance, Java é uma boa alternativa.

Como é uma linguagem que apresenta uma curva de aprendizado maior, ela é mais usada por quem realmente tem background de desenvolvimento e engenharia de software.

 

C++

O ponto mais forte do C++ é a alta performance. É a linguagem mais velha dessa lista e por isso apresenta diversas bibliotecas. Por ser uma linguagem de baixo nível, ela pode acessar hardware e se comunicar com componentes internos do sistema melhor em comparação a outras linguagens, possibilitando uma maior flexibilidade na otimização de códigos. 

Esse maior controle traz também um maior custo, tornando o processo de desenvolvimento mais difícil e a curva de aprendizado bem maior. Caso o projeto tenha uma grande necessidade por baixas latências, o C++ é uma das linguagens que devem estar no topo da lista.

 

R

Criada com o foco para análises estatísticas e representações gráficas, a linguagem de R é bastante intuitiva, principalmente se você tem familiaridade com notação matemática.

Ela é bem comum entre pesquisadores de diversas áreas, uma vez que para toda boa pesquisa sempre existem dados a serem explorados. É uma linguagem de código aberto que tem uma comunidade ativa, que vêm evoluindo a linguagem e seus pacotes/bibliotecas.

Dentre seus pontos negativos, é uma linguagem muito específica, muitas vezes considerada lenta, e que, apesar de possuir inúmeras ferramentas de análise/ciência de dados, ela se limita a esse escopo, sendo de difícil integração em projetos de software.

 

VBA

VBA era algo que não poderia faltar nessa lista. Se estamos falando de tecnologia no mercado financeiro, Visual Basic for Applications é uma linguagem de programação interna do pacote Microsoft Office, que  pode ser usada em programas como PowerPoint, Word e, o mais importante para o setor, Excel.

Grande parte do controle e da criação de relatórios de instituições financeiras passam, em algum momento, por uma planilha de Excel. O VBA possibilita a automatização de diversos processos em uma interface ao qual o usuário já está familiarizado. Para muitos que não são da área técnica, o VBA acaba sendo o primeiro contato com programação.

Apesar de ser usado amplamente, o uso do VBA pode se tornar uma opção inviável para a manipulação de bases de dados muito extensas ou para análises mais sofisticadas.

 

Conclusão

Tentamos aqui compartilhar um pouco da nossa experiência. Claro que existem outras diversas tecnologias além das citadas (e.g.: Julia, MatLab, Rust, etc…) e esse texto apenas tangencia as características de cada linguagem. O importante é perceber que cada uma tem seus prós e contras. Muitas empresas, como nós da Giant, trabalham com mais de uma linguagem dependendo das necessidades e propósito.

Dito tudo isso, a pergunta que nos fazem é motivada por pessoas que querem saber por onde começar. Qualquer que seja a tecnologia que você escolha, o importante é entender que no mundo de hoje, independente do setor, aprender a programar e automatizar processos é vital para se manter competitivo no mercado.
Caso você não conheça nenhuma das tecnologias que citamos, está em busca de  começar a programar e quer uma resposta mais simples, pela versatilidade, popularidade e fácil aprendizado, recomendamos Python.

 

Nossas principais referências para estudo

  • Curso “Python for Everybody”, da Universidade de Michigan e disponível no Coursera: voltado para iniciantes no universo da programação e introduz seus principais conceitos. Link: https://www.coursera.org/specializations/python
  • Livro “Test-Driven Development with Python”, de Harry J. W. Percival: o livro descreve a construção, teste e execução de uma aplicação web do começo ao fim, partindo de uma abordagem prática do desenvolvimento. O autor entrega também noções básicas de Django, Git, Selenium, jQuery e Mock. Link: https://www.oreilly.com/library/view/test-driven-development-with/9781491958698/

Para mais referências, você pode visitar a nossa Biblioteca aqui.

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